Ateh que esse semestre nao foi mal de posts, quase um por mes! Eu definitivamente volto par Trondheim no proximo semestre para a tese a proposito, o outline dela esta aqui http://wiki.unik.no/index.php/Communications/TrustedService . Sugestoes de literatura no ramo sao extremamente bem-vindas!
Estamos na reta final do projeto http://www.tslab.ssvl.kth.se/csd/projects/0821116/ aqui na Suecia e acho que acabamos por fazer um bom trabalho (estamos apenas fechando um a documentacao agora para apresentar no inicio de Janeiro). Os planos para o final do ano sao: natal na Belgica e virada em Berlin. Se tudo der certo, algumas paradas em cidades nos dois paises.
Jah comprei minha passagem de volta pra Trondheim para o dia 14 de Janeiro e talvez eu de um pulo lah na Estonia e visitar o Peronio e Gerardo entre o dia 10 e 14, ainda tenho que ver se os precos de passagem estarao modicos.
Mas bem, desde o ultimo post, o Sebbi (amigo alemao) me visitou aqui e fomos juntos visitar o Jeremy (amigo frances) em Turku na finlandia.
Aqui na suecia levei o Sebbi a um buffet barato de comida oriental onde o garoto montou uma montanha no prato dele capaz de humilhar qualquer marmita de peao de obra. Depois de comer por todo o final de semana, demos o classico role na cidade antiga de Estocolmo e fomos direto do centro para o terminal da onde saia o barco para Turku na finlandia.
Aqui na escandinavia eh bem popular tomar estes barcos entre paises, uma vez que os escandinavios aproveitam a oportunidade para comprar alcool e tabaco sem os altos impostos do governo. Eles levam inclusive um carrinho para transportar tudo, eh insano. Como era de se imaginar, parte do estoque eles consomem no proprio barco e chegam jah embriagados na balada do barco.
Porem na ida, haviam poucos jovens e tudo foi bem mais tranquilo. Tivemos sorte de nao haver ninguem mais na nossa cabine (uma cabine para quatro pessoas). Porem, a cabine cheirava absurdamente a alcool e uma das camas parecia ter sido premiada com a gorfada de alguem.
Chegando em Turku, tivemos a bela surpresa de nao haver nenhum motorista de onibus que falasse ingles. Acabamos comprando o bilhete errado mas chegando ao centro. Do centro ateh a casa do Jeremy foi outra batalha... O motorista nao falava ingles e de todos no onibus, apenas uma moca sueca que estava visitando falava ingles, mas ela nao sabia onde deveriamos parar. A moca foi muito gente boa e acabou por ligar para um amigo finlandes e nos informou a parada correta.
Apesar dos pesares chegamos na casa do Jeremy. Era ainda mto cedo e fomos durmir. O resto do tempo em Turku (ficamos no total dois dias, uma noite) demos um role no pequeno centro da cidade, saimos para uma baladinha, almocamos juntos e fizemos uns 2 stops num pub bem legal com otima cerveja.
A volta de Turku tb foi via barco, mas desta vez coincidiu com uma festa de fim de ano de uma universidade finlandesa. Eh mto comedia ver como os escandinavios se vestem formalmente para esse tipo de balada e vao de jeans e camiseta para entrevistas de emprego. A volta foi divertida, trocamos uma ideia com alguns finlandeses embriagados, pegamos a baladinha no barco e sobrevivemos aa viagem (apesar de que desta vez a gente dividiu a cabine com um cara que parecia ter saido da prisao).
De volta a Estocolmo, o Sebbi passou mais uma noite aqui onde cozinhamos e ficamos tomando mate ateh tarde. Foi bem bacana rever ambos por aqui e desestressar um pouco do projeto e da busca de tese.
No final de semana seguinte foi a minha vez de ir para a Belgica. Ia completar um mes sem ver a Eloise e eu encontrei umas passagens baratas para Eindhoven e decidi aproveitar a ocasiao para uma visita e tb para descobrir a celebracao de Sao Nicolau.
Foram 3 noites, 2 dias de passeio e dois de andanca de trem (tanto a Belgica como Holanda sao paises minusculos, mas devido aa troca de trens se demora bastante para se mover entre cidades relativamente pequenas).
Porem nesse pouco tempo, muita coisa aconteceu. Conheci pessoalmente a familia da Eloise, as festas de estudantes da cidade dela (que possui uns basements muito parecidos com os de Trondheim), nos encontramos com o Bastien e a Rachel (e aproveitamos a ocasiao para cozinhar pastel), visitamos Bruxelas, conheci a tradicao do dia de Sao Nicolau, passei em um coffee shop na Holanda e finalmente comi pastel =)
Durante a ida tive uma parada de 1 hora em Roosendaal na Holanda e como nao tinha mais bateria no computador decidi dar uma andada. Depois de andar uns 10 minutos jah vi o primeiro cofee shop. Estava lotado, dava pra sentir a marola lah da porta (bem na verdade em varias ocasioes andando na rua pintava o cheiro da maconha). Todo mundo fumava no bar e ele estava tao cheio que eu fiquei meio sem graca de entrar soh pra perguntar precos por curiosidade e nao comprar nada. Saindo do coffee shop, havia em sua maioria lojas com tranqueiras "zen", indianas, arabes ou orientais : pequenos budas, dragoes, narguiles, umas roupas indians e etc.
Na volta a parada de cerca de 1 hora acabou sendo em Eindhoven e a cidade parecia uma cidade normal. Apagou completamente o estereotipo jamaicano que eu tinha da Holanda depois de passar por Rosendaal. Eindhoven me pareceu bem moderna e muito organizada, nenhum sinal de coffee shop (talvez seja mais discreto ou longe da estacao). Tb passei por umas igrejas mto bonitas e pelo estadio do PSV.
Mas bem, na Belgica, a Elo e eu nos encontramos com Bastien e a Rachel (que tb estudaram em Trondheim) e fizemos pastel, alem de visitar um bar que faz sua propria cerveja e a maior balada de Leuven-la-Neuve. O gozado eh que as batatas fritas sao tao populares na belgica que todo mundo tem em casa um utensilio proprio pra frita-las (e que caiu mto bem para o pastel).
Em Bruxelas a gente deu um role pela cidade, visitando o centro, edificios do governo alem do mercado de natal (aqui na europa praticamente toda cidade tem um mercado de natal vendendo doces, vinho quente e inutilidades). No nosso caso a gente comeu um delicioso wafles (tem em tudo quanto eh canto na belgica, mas eh delicioso) e eu aproveitei para expandir os meus horizontes gastronomicos provando os famosos escargots (vulgo caracois)! A consistencia era meio estranha mas o gosto era basicamente do tempero de ervas que eles usaram para cozinhar os caracois.
Aproveitamos tb para passar no bar da Delerium Tremendis, a minha cerveja belga favorita. A quantidade de tipos de cervejas que eles tem por lah eh inacreditavel e em sua maioria sao muito boas, mal posso esperar para voltar lah agora em Dezembro. Tb visitamos o simbolo de Bruxelas que nada mais eh do que uma pequna estatua de um guri mijando (que nem o simbolo do Botafogo). A estatua eh realmente do tamanho de uma crianca, eh de se romper as espectativas de qquer um... Mas de bonus, proximo aa estatua estava rolando um show de luzes para a celebracao do Natal que foi bem bacana de assistir.
Por final das contas o Sao Nicolau! O lance eh que no dia 6 de Dezembro, dia do Santo, todas as criancas na belgica escrevem uma carta para o santo, deixa um prato de comida para o burro do santo e um pouco de vinho para o velhinho. E durante a noite o Sao Nicolau bebe o vinho, o burru come a comida e eles deixam varios pequenos presentes e uma infinidade de chocolates para as criancas. Eh uma tradicao mto forte ali na Belgica e Holanda, todos os Erasmus de lah ainda fazem suas cartas para ganhar os chocolates na manha seguinte!
E nos shopping centers, ha sempre um cara vestido de Sao Nicolau escutando os pedidos das criancas. Aparentemente, a historia do Papai Noel surgiu dai e hoje em dia, na Belgica, eles celebram as duas datas.
Para variar o post esta ficando longo demais e eu tenho que comecar a organizar meu trabalho na tese. Aproveito (pq acho que nao terei mais tempo de postar) para desejar a todos um feliz natal e prospero ano novo!
Abracos


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